O mercado brasileiro de veículos elétricos registrou um novo marco em junho. Foram 21.612 carros elétricos emplacados no período, um dos maiores volumes mensais já registrados no país e suficiente para colocar o Brasil entre os principais mercados globais da categoria.
De acordo com o Canaltech, a expansão da oferta de modelos, o aumento da concorrência entre as montadoras e a maior participação dos veículos elétricos nas vendas nacionais explicam o avanço do Brasil, que passou a superar mercados como Noruega, Itália, Espanha e Holanda em volume de comercialização.
O avanço também evidencia a rápida evolução do segmento no país. Em 2021, os carros elétricos representavam apenas 0,2% das vendas do mercado automotivo brasileiro. Atualmente, essa participação já alcança aproximadamente 10% do total de veículos comercializados, impulsionada por uma sequência de recordes mensais.
Oferta mais diversificada impulsiona o crescimento
A expansão do mercado acompanha uma mudança no perfil dos veículos disponíveis aos consumidores. Os primeiros modelos que ajudaram a popularizar a eletrificação eram, em sua maioria, hatches compactos voltados ao uso urbano.
Nos últimos anos, porém, o portfólio foi ampliado com a chegada de SUVs médios e familiares oferecidos por diferentes fabricantes, aumentando as opções para o consumidor e ampliando a concorrência entre as marcas.
Outro fator apontado como decisivo para o crescimento é o anúncio de investimentos industriais e projetos de produção local. A perspectiva de fabricação nacional contribui para ampliar a disputa comercial entre as montadoras e reduzir os custos finais dos veículos.
Escala do mercado favorece avanço da eletrificação
Embora a participação proporcional dos carros elétricos no Brasil ainda seja inferior à observada em alguns mercados europeus, o tamanho do mercado automotivo nacional permite que o país alcance volumes absolutos expressivos de vendas.
Esse cenário faz com que o Brasil passe a ocupar uma posição de destaque entre os maiores mercados de veículos elétricos, sustentado pelo crescimento contínuo da demanda e pela ampliação da oferta de modelos.
A tendência é de continuidade desse movimento, impulsionada pela consolidação de novas fábricas no país e pelo fortalecimento da infraestrutura de recarga, fatores que vêm contribuindo para acelerar a adoção da mobilidade elétrica no mercado brasileiro.