Leonardo Aredias, diretor sênior de Vendas e Pós-vendas da Omoda Jaecoo, participou da Future Mobility 2026 para discutir o avanço dos carros autônomos e como essa tecnologia pode transformar a mobilidade para diferentes perfis de usuários. Entre as reflexões apresentadas, o executivo levantou uma questão: em um futuro com ampla adoção da condução autônoma, ainda será necessário que as pessoas tirem carteira de motorista?
Aredias explicou que a evolução da automação é medida pela escala da Society of Automotive Engineers (SAE), referência mundial que classifica os veículos conforme seu nível de autonomia. À medida que softwares, sensores e sistemas inteligentes assumem mais funções da condução, o veículo avança nessa classificação. Segundo o executivo, nos níveis mais elevados de automação, o automóvel deixa de ser apenas um bem de uso individual para se tornar um “novo ativo público nas ruas da cidade”.
Na prática, isso significa que o veículo passa a oferecer um modelo de uso mais compartilhado. Em vez de servir apenas ao proprietário, ele pode realizar deslocamentos de forma autônoma para atender diferentes necessidades da família ou de uma empresa, tornando-se uma plataforma de mobilidade e não apenas um meio de transporte pessoal.
Nesse cenário, idosos, pessoas com deficiência temporária ou permanente e crianças poderiam se beneficiar da tecnologia por meio de deslocamentos autônomos. Para Aredias, esse é o conceito por trás do termo “ativo público”: um veículo capaz de operar sem a presença constante de um motorista e atender diferentes usuários ao longo do dia. Com isso, o automóvel amplia sua função tradicional e passa a atuar como um assistente de mobilidade integrado à rotina das pessoas.